Gostaria de estudar Ciências no Reino Unido? Junte-se a nós para ouvir sobre a pesquisa da Dr. Bubeck de como o sistema imunológico combate infecções e como ela criou um laboratório de pesquisa que promove uma cultura solidária e inclusiva no Imperial College London.

Sobre a Dr. Bubeck Doryen

A pesquisa da Dra. Bubeck (PhD em Biofísica) no Imperial College London está procurando fazer a diferença e melhorar a saúde. Você também pode participar de uma comunidade científica mundial onde as mulheres são apoiadas para ter sucesso no Imperial, uma universidade diferenciada no Reino Unido, focando exclusivamente em ciências, engenharia, medicina e administração.

Perfis da palestrante 

O que a motivou a estudar no Reino Unido?

Quando decidi fazer pós-doutorado em Oxford, eu estava à procura de um lugar que oferecesse instalações de pesquisa inovadoras, uma reputação internacional de excelência científica e culturalmente, uma experiência um pouco diferente do Médio Atlântico dos EUA. O Reino Unido era perfeito.

Qual foi o maior desafio que experimentou ao estudar fora de seu país?

A mudança, como qualquer outra, foi difícil no início, novo laboratório, novos colegas, nova cidade, mas as coisas rapidamente se acomodaram no lugar e estou aqui há mais de 10 anos! Comecei meu próprio grupo de pesquisa no Imperial College, uma das melhores universidades do mundo, e sou líder de uma equipe de pesquisadores, que realizam avanços nos mais significativos desafios que enfrentamos hoje na saúde médica.

Por que você escolheu o Imperial College London?

Iniciei minha carreira de pesquisa independente no Imperial College. O que me chamou a atenção no Imperial foi a sua cultura de pesquisa interdisciplinar e colaborativa. Como biofísica treinada, passo a maior parte do meu tempo na interface entre as ciências física e da vida. Tenho colaborado com físico-químicos, químicos sintéticos e cientistas de materiais, que me ajudaram a levar minha pesquisa para novas e empolgantes direções.

Qual foi a experiência mais valiosa sobre estudar no Reino Unido?

Experimentar a forma como outras pessoas veem o mundo é uma experiência incrivelmente valiosa.

O que a inspirou a se tornar uma Bióloga Estrutural?

Foi uma experiência de pesquisa de graduação que me inspirou a compreender como funcionam as proteínas no nível molecular. Eu estava trabalhando como assistente de pesquisa no laboratório de Joachim Frank. Ele tinha acabado de começar a desenvolver programas de computador para análise de imagens de proteínas coletadas em um microscópio eletrônico, um método pelo qual mais tarde ele foi agraciado com o Prêmio Nobel. Ainda me lembro como foi incrível ver estas proteínas em 3D no computador pela primeira vez.

No que você está trabalhando no momento?

O meu mais recente trabalho investiga como o sistema imunológico combate a infecção e o que acontece em nosso organismo quando algo vai mal. Utilizando microscópios eletrônicos de última geração, podemos ver em detalhes com resolução atômica como as proteínas se juntam para combater a infecção. Podemos usar essas informações para desenvolver novas terapêuticas, que podem melhorar a saúde humana.

O que você considera ser suas maiores conquistas?

A conquista da qual mais me orgulho, além de equilibrar uma carreira em ciências e ser uma mamãe recente, é descobrir como se forma um poro imunológico denominado Complexo de Ataque à Membrana. Esses poros fazem furos em células cancerosas, bem como apresenta outros desafios ao sistema imunológico. Eles foram descobertos há mais de meio século; no entanto, apenas agora, com o trabalho em meu laboratório, podemos ver este complexo em 3D e determinar o nível molecular no qual funciona.

Se tivesse a chance de dar conselhos à sua jovem você, o que seria?

Gostaria de dizer à minha jovem eu para nunca dizer que um experimento “não deu certo”. Todos os experimentos lhe dão informações, mesmo que não seja a informação que você estava procurando. O importante é a concepção de um experimento para que você possa responder a uma série de pequenas dúvidas com certeza, em vez de uma grande dúvida de uma vez por todas.

Quais as competências e habilidades que você considera importantes para que as mulheres desenvolvam?

Como cientistas, fomos treinadas a pensar criticamente, a resolver problemas e a ser criativas em nossas ideias. Não fomos treinadas para gerenciar, orientar e, talvez o mais importante, motivar uma equipe. Eu acho que essa é uma área particularmente importante para as mulheres se engajarem.

Quais conselhos daria para as mulheres que estão pensando em estudar no Reino Unido?

Estudar no exterior é uma experiência empolgante e de mudança de vida. Há muitos recursos disponíveis para ajudá-la a encontrar a universidade certa e as possibilidades de financiamento, como o programa Fulbright Scholars, para lhe dar suporte.

Em 3 palavras, descreva a sua experiência no Reino Unido: aventura, amizade e inovação.

Sou inspirada por meus alunos.

Sou apaixonada pela descoberta.