Gostaria de estudar Ciências no Reino Unido? Junte-se a nós para ouvir sobre a pesquisa da Dra. Mill sobre o impacto que as iniciativas de conservação tem sobre o meio ambiente e as pessoas. Ouça por que algumas iniciativas têm sucesso mundial, enquanto outras falham, e como suas descobertas são aplicadas por profissionais e elaboradores de políticas.

Sobre a Dra. Morena Mills

A pesquisa da Dra. Mill, sobre o impacto que as iniciativas de conservação tem sobre o meio ambiente e as pessoas, tem sido aplicada por profissionais e elaboradores de políticas. Agora, ela está preparando a próxima geração de profissionais, dirigindo o Curso de Mestrado em Ciências da Conservação no Imperial. Junte-se a nós e saiba mais sobre sua experiência de trabalho no Reino Unido.

Perfis da palestrante 

O que a inspirou a se tornar uma cientista socioambiental?

Acredito que a compreensão do comportamento humano é fundamental para a resolução de desafios ambientais. As pessoas ameaçam o meio ambiente através de um consumo excessivo e de mudanças no uso da terra, mas também protegem o meio ambiente. Precisamos de conhecimentos a partir da ciência socioambiental para entender o que motiva as pessoas a adotar comportamentos mais sustentáveis.

No que você está trabalhando no momento?

Estou investigando o que, como e por que as iniciativas de conservação da biodiversidade se espalham em todo o mundo e o impacto que elas têm sobre o meio ambiente e as pessoas. Bilhões de pessoas dependem da natureza para sua subsistência, segurança alimentar e bem-estar. Infelizmente, na atualidade, estamos vivendo em um clima de crise de biodiversidade, que prejudica a natureza e tudo o que ela nos proporciona. O meu trabalho em laboratório procura entender por que algumas iniciativas de conservação atingiram uma grande escala (ou seja, foram adotadas por centenas ou milhares de pessoas e ou aldeias), enquanto muitas outras não. Entender essas características é fundamental para garantir que os profissionais e elaboradores de políticas possam desenvolver iniciativas que tenham um impacto positivo nas pessoas e natureza, podendo ser adotadas por todos.

Qual é a parte que você mais gosta em sua profissão?

Eu amo a oportunidades de conhecer e trabalhar com pessoas brilhantes de todas as esferas da vida. Esta semana me encontrei com o cacique Raoni Metuktire e cacique Megaron Txucarramãe, dois caciques da etnia Caiapós, uma tribo que só foi contatada por pelo homem branco em meados do século vinte. Discutimos como a ciência e os avanços tecnológicos podem ajudar a melhorar o bem-estar deles e a proteger sua floresta.

O que você considera ser suas maiores conquistas?

A primeira é ter minha ciência aplicada por profissionais e elaboradores de políticas. Venho colaborando com o governo e ONGs de todo o mundo para informar as suas estratégias e práticas. Estas colaborações envolvem um grande trabalho, mas são também muito gratificantes, pois podemos ver o impacto da ciência logo depois de finalizar os resultados. A segunda é se envolver em educação da próxima geração de profissionais da ciência da conservação, dirigindo o Curso de Mestrado em Ciências da Conservação no Imperial, ou filhos. Ajudei a desenvolver dois programas de educação ambiental. Um no Brasil chamado Água, focando na importância dos ecossistemas aquáticos, e um na Índia chamado Wild Shale, focando na relação entre as pessoas e a vida selvagem local.

Se tivesse a chance de dar conselhos à sua jovem você, o que seria?

Trabalhar muito no que você acredita.

Quais as competências e habilidades que você considera importantes para que as mulheres desenvolvam?

Gostaria de incentivar as mulheres a buscar as suas habilidades de liderança, como falar em público, negociação, facilitação e gestão de conflitos. Precisamos de mais mulheres em cargos de liderança.

Quais conselhos daria para as mulheres que estão pensando em estudar no Reino Unido?

Londres é uma cidade maravilhosa e cheia de oportunidades. Eu sou inspirada pela diversidade, energia e novas ideias.